Quem tem um negócio costuma acompanhar de perto tudo o que entra e sai do caixa. Sem o devido registro, entretanto, essas informações podem acabar se perdendo. Por isso, manter um fluxo de caixa é importante para a organização financeira da empresa.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de seis em cada dez empresas que nascem no Brasil não conseguem sobreviver após cinco anos. Ainda segundo a pesquisa, entre os empreendedores que fecharam as portas, 22% citaram a falta de capital de giro e 34% acreditavam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o encerramento das atividades – problemas que o controle do fluxo de caixa pode ajudar a evitar.
A seguir, confira o que é fluxo de caixa e saiba como criar um para a sua empresa.
O que é fluxo de caixa?
Fluxo de caixa é o registro e controle de todas as entradas e saídas de uma empresa em determinado período. Ele permite visualizar de onde vem o dinheiro, para onde vai, e se a empresa terá capital suficiente para arcar com os compromissos dos próximos dias, semanas ou meses.
No entanto, vale dizer que faturamento não é sinônimo de dinheiro disponível. Uma clínica médica , por exemplo, pode ter atendido muitos pacientes em março, mas, se os convênios pagam com 60 dias de prazo e o aluguel vence em abril, há um problema real de caixa. O fluxo de caixa antecipa esse tipo de situação.
O que registrar no fluxo de caixa?
Para que o fluxo de caixa seja efetivo, é importante registrar todas as movimentações: entradas, saídas e projeções. Confira mais detalhes abaixo:
- Entradas: vendas à vista e recebimentos de parcelas, cobranças de duplicatas, rendimentos de aplicações financeiras e venda de ativos parados (aquela máquina sem uso no depósito, por exemplo);
- Saídas: compras à vista e a prazo, pagamentos a fornecedores, despesas fixas como aluguel e folha de pagamento, despesas variáveis como frete e embalagens, além de impostos e encargos trabalhistas;
- Projeções: recebimentos e pagamentos futuros já conhecidos (parcelas de vendas a prazo, boletos com vencimento nos próximos meses, 13º salário e férias).
Fluxo de caixa direto e indireto: qual a diferença?
Existem duas formas de montar o fluxo de caixa. É fundamental entender qual se aplica melhor ao seu negócio:
- Fluxo de caixa direto: registra as movimentações reais de entrada e saída do dinheiro. É o mais indicado para micro e pequenas empresas, pois é simples de montar e fácil de entender no dia a dia;
- Fluxo de caixa indireto: não registra as movimentações diretamente. Ele parte dos dados contábeis da empresa e faz ajustes para mostrar quanto dinheiro efetivamente circulou no período. É mais usado por empresas maiores, que precisam conciliar a gestão financeira com a contabilidade formal.
Quais os tipos de fluxo de caixa?
Cada negócio tem um perfil financeiro diferente. Confira três dos principais tipos de fluxo de caixa que podem ter a ver com a sua empresa:
Fluxo de caixa operacional
Nesta opção, é possível registrar receitas e despesas do período e visualizar o saldo disponível ao final de cada dia ou semana.
Fluxo de caixa projetado
Permite identificar com antecedência os meses em que o caixa pode ficar negativo e agir antes que o problema aconteça. Dessa forma, dá para negociar prazo com fornecedor, fazer uma promoção para “queima de estoque” ou reforçar a reserva no mês anterior.
Fluxo de caixa livre
Mede a capacidade real da empresa de gerar dinheiro no curto, médio e longo prazo. Costuma ser ideal para negócios em crescimento ou que estejam buscando crédito. Um profissional de TI (Tecnologia da Informação) autônomo, por exemplo, que tem receita irregular pode usar esse modelo para projetar quando terá capacidade de contratar um colaborador, em vez de tomar essa decisão com base em um mês excepcionalmente bom.
Como fazer um fluxo de caixa: confira o passo a passo
1. Registre todas as movimentações
Toda movimentação conta: a venda de R$ 30 e o boleto de R$ 800. Anote a data da operação, os valores e a categoria.
2. Categorize as movimentações
Separe em receitas, custos fixos, custos variáveis e investimentos. Um consultório odontológico que categoriza corretamente os gastos pode descobrir, por exemplo, que os materiais descartáveis representam uma fatia desproporcional das saídas e que uma negociação de volume com o fornecedor pode mudar significativamente a margem.
3. Acompanhe o saldo com frequência
Não espere o fechamento do mês para checar o fluxo de caixa. Revise o saldo, pelo menos, uma vez por semana. Em negócios com alto volume de transações, é recomendável fazer isso diariamente.
4. Faça uma projeção do que vem pela frente
Com base no histórico, estime entradas e saídas para os próximos 30, 60 e 90 dias. Isso vai permitir identificar períodos de aperto com antecedência suficiente para agir: antecipar uma cobrança, renegociar um prazo ou segurar um investimento até o cenário melhorar.
5. Use ferramentas que facilitem o processo
Uma planilha no excel resolve bem no início, no entanto, conforme o negócio for crescendo, vale fazer a gestão financeira de forma automatizada.
Na hora de organizar tudo isso, a Conta Nu Empresas, do Nubank, funciona como uma aliada do empreendedor. Ela centraliza todas as entradas e saídas em um único lugar: no aplicativo. Além disso, o Assistente de Cobranças, automatiza todo esse processo, da emissão da cobrança ao envio de lembretes automáticos em caso de atraso no pagamento, reduzindo a inadimplência e dando mais previsibilidade ao fluxo de caixa sem precisar de sistemas externos nem planilhas paralelas.
Qual a diferença entre fluxo de caixa e lucro?
Lucro é o que sobra de receita depois que as despesas são descontadas. Fluxo de caixa é o dinheiro que realmente entrou e saiu em um período. Uma empresa pode ter lucro e, ainda assim, ter caixa negativo quando vende muito à prazo, mas tem contas a pagar à vista.
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Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas — físicas e jurídicas. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história




