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Quais são os principais juros do cartão de crédito e de empréstimos?

É importante saber as nomenclaturas das taxas de juros cobradas em empréstimos e cartões de crédito para você entender exatamente pelo que está pagando em diferentes situações.
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No mercado financeiro, é comum esbarrar em diversos tipos de juros. Os juros do cartão de crédito e do empréstimo estão entre os principais custos que aparecem quando você usa o crédito no dia a dia, seja ao parcelar a fatura, atrasar um pagamento ou contratar um empréstimo pessoal. Por isso, entender o que cada taxa significa é o primeiro passo para ter mais saúde financeira e evitar surpresas ao final de cada mês.

Neste guia, você entende quais são os tipos de juros cobrados no cartão de crédito e no empréstimo, como funcionam encargos como IOF, multa e juros de mora, e o que mudou nas regras de 2026, incluindo o teto de juros do rotativo e a nova alíquota do IOF. 

Quais são os juros do cartão de crédito?

No cartão de crédito, os juros e encargos aparecem em situações específicas: quando você não paga a fatura integralmente, quando parcela, quando atrasa ou quando faz compras no exterior. Saiba como cada um funciona.

Juros do rotativo

Os juros do rotativo são cobrados quando você não faz o pagamento total da fatura do cartão de crédito, preferindo quitar algo entre o mínimo e o total. O valor deixado em aberto é transferido para a próxima fatura e, sobre ele, são cobrados juros.

De acordo com a Resolução CMN nº 5.112/2023 do Conselho Monetário Nacional, desde 2024 o valor total dos juros e encargos de uma dívida financiada no rotativo ou via parcelamento de fatura não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Ou seja, se você deve R$ 500, o total cobrado (juros + encargos) não pode passar de R$ 1.000.

Além disso, o Banco Central determina que o crédito rotativo só pode ser usado por até 30 dias. Após isso, os bancos devem transferir essa dívida para outro tipo de crédito – normalmente o parcelado.

Dica: pagar apenas o mínimo da fatura leva você diretamente ao rotativo, que é uma das linhas de crédito mais caras do mercado. Sempre que possível, quite o valor integral ou negocie o parcelamento da fatura.

Juros do parcelamento da fatura

São os juros cobrados quando você opta por parcelar a fatura em vez de pagar o valor integral. Costumam ter taxas menores que o rotativo, mas ainda são altas quando comparadas a outras modalidades de crédito. Eles podem ser de dois tipos:

  • Voluntário: quando você decide parcelar a fatura e faz um acordo;
  • Mandatório: quando você entra no rotativo por mais de 30 dias e a instituição é obrigada a oferecer o parcelamento, conforme regra do Banco Central.

Como funciona o parcelamento da fatura no Nubank?

Juros moratórios

Também conhecido como juros de mora, são os que entram em vigor quando você não faz o pagamento da fatura ou quita um valor abaixo do mínimo. Eles são cobrados sobre o valor em aberto e aumentam conforme o atraso no pagamento.   

A lei determina que esses juros são limitados a 1% do valor da dívida ao mês. Isso equivale a aproximadamente 0,0333% por dia de atraso quando o período é inferior a 30 dias. 

Outros encargos cobrados no cartão de crédito

Multa por atraso (multa moratória)

Além dos juros de atraso, quando a fatura não é quitada até a data de vencimento ou um valor abaixo do mínimo é pago, também é cobrada multa moratória. A quantia dela não muda de acordo com o tempo de atraso e cada instituição financeira institui sua própria multa. Pela Lei nº 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), a multa não deve ultrapassar 2% do valor da cobrança em atraso.

IOF no cartão de crédito

Sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF é um imposto federal pago pelas pessoas ao efetuarem certas operações financeiras. No cartão de crédito, ele incide em situações como atraso no pagamento e parcelamento da fatura, entre outras. A alíquota atual para operações de crédito de pessoa física é de 0,38% fixo, mais 0,0082% ao dia, limitado a 3,38% ao ano. 

IOF em compras internacionais

As compras com o cartão de crédito em moeda estrangeira têm cobrança de IOF.

Desde a publicação dos Decretos nº 12.466/2025 e nº 12.499/2025, mantidos pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2025, a alíquota do IOF para compras internacionais com cartão de crédito, débito e pré-pago está unificada em 3,5%.

A regra anterior, que previa a redução gradual do imposto até zerá-lo em 2028, foi interrompida. Ou seja, a alíquota permanece em 3,5% até que haja nova decisão do governo federal.

Confira a evolução do IOF em compras internacionais:

AnoAlíquota do IOF (compras internacionais no cartão)
20226,38%
20235,38%
20244,38%
Início de 20253,38%
A partir de junho/20253,5% (vigente em 2026)

Como calcular: em uma compra de US$ 100 com o dólar a R$ 5,50, o valor em reais é R$ 550. Aplicando o IOF de 3,5%, você paga R$ 19,25 de imposto, totalizando R$ 569,25.

Quais são os juros e encargos do empréstimo?

Contratar um empréstimo já envolve sempre uma taxa de juros, cobrada sobre as parcelas. Além dela, existem outros encargos que podem ser cobrados, especialmente em casos de atraso. 

Juros remuneratórios

São os juros "normais" do empréstimo que aparecem em todas as parcelas e são a principal parte do custo do crédito.

A taxa varia conforme a modalidade contratada (empréstimo pessoal, consignado, com garantia), o perfil de risco do cliente e a taxa Selic. No consignado, por exemplo, os juros costumam ser mais baixos porque o desconto é feito diretamente na folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência.

Importante: Sempre compare o Custo Efetivo Total (CET) antes de fechar um empréstimo. Esse custo inclui juros, IOF, tarifas e seguros, e é a métrica mais precisa para saber quanto você vai pagar ao todo.

Juros moratórios

São os juros cobrados quando você atrasa o pagamento de uma parcela do empréstimo. Ficam fixados em 1% ao mês sobre o valor da parcela em atraso, calculados proporcionalmente ao período de atraso. Funcionam de forma semelhante aos juros de mora do cartão de crédito.

Multa moratória no empréstimo

Além dos juros de mora, o atraso no pagamento também acarreta em uma multa moratória de 2% sobre o valor da dívida não paga, esse limite é estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor.

IOF no empréstimo

O IOF para operações de empréstimo à pessoa física é cobrado em duas partes:

  • Alíquota fixa: 0,38% sobre o valor total contratado;
  • Alíquota diária: 0,0082% por dia, calculada conforme o prazo do contrato, mas limitada a 3,38% ao ano (equivalente a 365 dias).

Exemplo: em um empréstimo de R$ 5 mil contratado com prazo de 12 meses, o IOF será de aproximadamente R$ 188,50 (R$ 19 da alíquota fixa + R$ 169,50 da alíquota diária).

Comparativo das taxas médias de juros por modalidade de crédito

As taxas de juros variam muito entre as modalidades de crédito. Confira o comparativo abaixo com dados médios divulgados pelo Banco Central para pessoa física:

ModalidadeFaixa média de juros ao mês
Rotativo do cartão de crédito10% a 15%
Parcelamento da fatura8% a 12%
Cheque especial7% a 8%
Empréstimo pessoal4% a 7%
Consignado privado (CLT)3% a 5%
Consignado INSS / servidor público1,5% a 2,5%
Empréstimo com garantia1,5% a 3%

Importante: as taxas médias variam mensalmente e dependem do perfil de crédito de cada pessoa. Sempre simule no app da instituição para ver a oferta personalizada.

Como a taxa Selic influencia os juros do crédito?

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela funciona como referência para todas as demais taxas do mercado.

Quando a Selic sobe, os bancos captam dinheiro mais caro — e repassam esse custo ao consumidor, elevando os juros do cartão de crédito, do empréstimo, do cheque especial e do financiamento. Quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato.

Vale destacar, no entanto, que os juros do rotativo do cartão de crédito são pouco sensíveis à Selic. Isso porque a inadimplência dessa modalidade é muito alta, e os bancos precificam esse risco de forma independente da taxa básica.

Quais opções de empréstimos têm no Nubank?

Pelo aplicativo do Nubank, você pode simular, contratar e gerenciar diferentes modalidades de empréstimo, de forma 100% digital, segura e transparente. Confira as opções disponíveis:

Perguntas frequentes sobre juros do cartão de crédito e empréstimo

Qual é o juro máximo permitido no cartão de crédito?

Desde janeiro de 2024, por regra do Conselho Monetário Nacional (Resolução CMN nº 5.112/2023), o total de juros e encargos cobrados no rotativo ou no parcelamento da fatura não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Ou seja, uma dívida de R$ 500 nunca pode gerar mais do que R$ 500 em juros e encargos; o total fica limitado a R$ 1.000.

O que é mais barato: entrar no rotativo ou parcelar a fatura?

O parcelamento da fatura costuma ter juros menores que o rotativo, segundo dados do Banco Central, a taxa média do rotativo supera a do parcelamento em várias vezes, embora ambas sejam consideradas altas. Se você não conseguir pagar a fatura integral, procure negociar um parcelamento com o banco antes do vencimento.

Qual é a diferença entre juros remuneratórios e juros moratórios?

Juros remuneratórios são a remuneração paga à instituição financeira pelo empréstimo do dinheiro e aparecem em todas as parcelas do crédito. Juros moratórios, por sua vez, são cobrados apenas em caso de atraso no pagamento. Em contratos bancários, a Súmula 379 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Lei de Usura (Decreto nº 22.626/1933) limitam os juros moratórios convencionais a 1% ao mês.

O que fazer para evitar pagar juros altos no cartão de crédito?

Algumas boas práticas ajudam a evitar juros altos: pagar sempre o valor integral da fatura, evitar o rotativo, planejar as compras parceladas dentro do orçamento, evitar saques com o cartão de crédito (que são tratados como operação de crédito e geram juros altos desde o primeiro dia) e procurar renegociar dívidas com o banco assim que perceber dificuldade para pagar.

É possível renegociar juros altos de cartão de crédito ou empréstimo?

Sim. A Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, garante ao consumidor o direito de renegociar suas dívidas de forma global, preservando o mínimo existencial para subsistência. É possível procurar o banco diretamente, usar a plataforma consumidor.gov.br ou buscar o Procon da sua cidade para tentar uma audiência de conciliação com todos os credores.

Empréstimo pessoal ou consignado: qual tem juros menores?

O empréstimo consignado costuma ter juros menores que o empréstimo pessoal. Isso acontece porque, no consignado, o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento ou do benefício do INSS, o que reduz o risco de inadimplência para a instituição financeira. Segundo dados do Banco Central, o consignado está entre as modalidades de crédito com as menores taxas médias do mercado.

Trabalhador CLT pode pegar empréstimo consignado?

Sim. Desde 2025, com a criação do programa Crédito do Trabalhador (Lei nº 15.179/2025), trabalhadores do setor privado com carteira assinada podem contratar empréstimo consignado com desconto direto na folha de pagamento, com juros menores que os do empréstimo pessoal. A simulação começa pelo app da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) e a contratação é finalizada no aplicativo da instituição escolhida — no caso do Nubank, direto pelo app.

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